segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Igualdade

Ainda a Formatura. No meio da confusão, fui parabenizar um dos estudantes que, tendo dislexia, apresentou muitas dificuldades ao longo do ano. No entanto, foi persistente e demonstrou grande força de superação. Assistir à sua mudança, à melhora da sua escrita foi muito emocionante. Assim, vê-lo ali, se formando na oitava série, foi lindo. Eu queria que ele soubesse o quanto admirava a sua força e o parabenizava por isso. Assim fiz, dei-lhe os parabéns. E ele, como sempre, inusitado, respondeu algo que me deixou feliz: “parabéns por quê?” Sem jeito, respondi, “por ter se formado”. E ele continuou: “isso é normal. Não tem nada demais”. E me respondeu de forma que percebi que havia ali uma bandeira. “É, é verdade”. Respondi. Mais uma vez, ele estava lutando para manter a sua igualdade. Ele não quer se sentir diferente e nem ser tratado como tal.


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