Alfredo casou-se novamente. Está levemente feliz, mas meio desconfiado. Tem medo de ser novamente enganado. Ele anda calado mas observando atentamente aquela pessoa ao seu lado. Também tem notado que ela comete muitos erros. Parece que tudo que ela faz é errado. Ele não consegue entendê-la. Como pode uma pessoa errar tanto?
Ela, que se chama Annamaria (tudo junto) aceitou casar-se por falta de opção apesar da leve esperança de felicidade. Ela se esforça para agradar Alfredo. "Mas o Alfredo é uma pessoa muito insatisfeita, nada que eu faço ele gosta". Um dia, ela estava sentada na cozinha e imaginou-se voltando no tempo. Ela havia preparado um prato especial para comemorar o dia do casamento. Alfredo entrou e reclamou que a toalha de mesa era inadequada. "Não tem outra mais bonita?". Ora, que comentário inadequado diante da expectativa de um momento agradável. Annamaria decide refazer a situação. Ela troca a toalha de mesa e o espera. Alfredo entra e reclama: não tem nada para beber? Annamaria não quer perder aquele momento, não quer que nada o estrague. Ela refaz a situação: compra a bebida favorita de Alfredo. Quando ele entra, ele reclama: nossa, mas você não acha que essa comida é muito pesada para esse horário? Annamaria refez a situação por várias e várias vezes "consertando" os pequenos problemas encontrados por Alfredo. Mas, nada adiantou. Alfredo está acostumado a encontrar defeitos e erros em tudo que está a sua volta. Annamaria compreendeu que nada do que ela fizesse seria suficiente. Desistiu. Resignou-se e continuou tendo paciência com as reclamações... Mas, não sabemos até quando ela vai conseguir.